Relatório de
Sustentabilidade 2014
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Desempenho Econômico-Financeiro²

“A sustentabilidade está presente em nossa estratégia de negócio, especialmente em um momento em que o cenário político, econômico e ambiental vem mudando de forma muita rápida. Ela é uma ferramenta preciosa para o desenvolvimento e a condução de um plano adequado de crescimento. Hoje, tudo está baseado na visão de que primeiro precisamos buscar o reequilíbrio da empresa. É uma retomada e um caminho para que possamos superar todo esse ambiente de incerteza.”
José Pedro de Alcântara Junior, diretor Econômico-Financeiro

O crescimento de apenas 0,1% do PIB brasileiro em 2014 confirmou os indicadores divulgados ao longo do ano que apontavam os sinais de retração econômica. A alta do juros encareceu o crédito e a inflação, que fechou o ano em 6,41%, impactou diretamente no consumo das famílias, que registrou menor taxa desde 2003. Ainda em níveis historicamente baixos de desemprego, houve retração na criação de postos de trabalho formais – queda de 64% em relação a 2013, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

No setor elétrico, o cenário foi de reestruturação. A Medida Provisória nº 579/2012, posteriormente convertida na Lei nº 12.873/2013, viabilizou a prorrogação por mais 30anos das concessões de geração e transmissão de energia. O efeito imediato foi a redução de receitas, devido à necessidade de adequação dos gastos para permitir a implementação de programas de investimentos. Os baixos índices pluviométricos verificados em 2014 representaram um desafio adicional ao setor, inibindo a capacidade de geração e onerando a compra de energia no mercado de curto prazo. O reflexo foi o aumento das despesas na comercialização do insumo.

2 A apresentação dos dados do desempenho econômico-financeiro é feita em conformidade com as demonstrações financeiras da companhia segundo os exercícios de 2013 e 2014.

IMPACTOS ECONÔMICOS INDIRETOS

• Mudanças nos indicadores de produtividade de organizações, setores ou da economia como um todo.
• Desenvolvimento econômico em áreas com alto índice de pobreza.
• Impacto econômico produzido por melhoria ou deterioração das condições sociais ou ambientais.
• Disponibilidade de produtos e serviços para pessoas de baixa renda.
• Fortalecimento das habilidades e conhecimentos de uma comunidade profissional ou em uma região geográfica.
• Empregos indiretos na cadeia de fornecedores ou distribuição.
• Estímulo, viabilização ou restrição a investimentos externos diretos.
• Impacto econômico de mudanças no local de operações ou atividades.
• Impacto econômico do uso de produtos e serviços.

Em 2014, a Chesf trabalhou com diversas novas premissas para se reequilibrar em 2015 e acelerar o seu crescimento em 2016. Para isso, a Diretoria Econômico-Financeira deu continuidade às estratégias de aplicação eficiente dos recursos excedentes, adequação do perfil geral da dívida à capacidade de geração interna de caixa, planejamento tributário ativo e controle orçamentário rigoroso de custos e despesas gerenciáveis. Mesmo com um ambiente econômico não muito favorável, essas ações, alinhadas aos esforços empresariais na gestão dos negócios de energia, permitiram que a Chesf mantivesse bons indicadores de eficiência e produtividade.

A Chesf em 2014

Receita Operacional Bruta

R$4.210 MILHÕES

Receita Operacional Líquida

R$3.563 MILHÕES

No entanto, o fator decisivo para o prejuízo apresentado no exercício foi a reversão para o resultado dos créditos fiscais diferidos relativos ao Imposto de Renda e à Contribuição Social em razão da ocorrência de três anos de prejuízos fiscais consecutivos. Com isso, a Chesf registrou um prejuízo de R$ 1.117,9 milhão, contra R$ 466,1 milhões em 2013.

Entre as medidas para a retomada da lucratividade, a administração tem procurado reduzir Despesas Operacionais (como despesas com pessoal e reversão de contratos onerosos), ações que contribuíram para um resultado operacional positivo de R$ 660,1 milhões.

Já o resultado financeiro do exercício apresentou uma receita líquida de R$ 649,7 milhões, diante dos R$ 416,2 milhões registrados em 2013, um crescimento de R$ 233,5 milhões. Este número decorre principalmente dos rendimentos em aplicações financeiras em títulos e valores mobiliários e da atualização das indenizações.

Desempenho Econômico-Financeiro
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